domingo, 13 de fevereiro de 2011

Kusamono e Shitakusa - Formando composições harmoniosas


 Como já sabemos, quando se expõe exclusivamente um bonsai de ervas ou de flores, o chamamos de kusamono. Ao contrário, quando o objeto principal é um bonsai ou suiseki, as plantas de acompanhamento são denominadas shitakusa (se pronuncia staksa).
Para os shitakusa ou plantas de acompanhamento se empregam, de maneira geral, recipientes planos de cerâmica, com o propósito de simbolizar uma paisagem plana e vasta. Os pequenos vasos para bonsai são quase sempre inapropriados, já que sua borda é muito alta.
A necessidade de vasos mais baixos para as plantas de acompanhamento se deve que a massa principal de folhagem destas não deve se sobressair por cima do nível da apresentação ou da base sobre a que esta situado o bonsai ou suiseki (borda superior da mesa onde se encontra). A massa principal de folhagem de um shitakusa deve alcançar no máximo o nível de apresentação do bonsai. Unicamente se permite que apareçam algumas flores ou frutificações. Os kusamono são pequenas plantas de "acento" ou shitakusa e podem ser de qualquer tamanho. Não é necessário ter em conta a altura da composição. Antes de tudo, as plantas e o vaso devem ser belos e formar um conjunto harmonioso.

KUSAMONO - Qual a importância dele para o bonsai?

Muitos cultivadores, à medida que vão adquirindo experiencia na nobre arte, seja através do simples passar dos anos, dos eventos de que participa, dos cursos, workshops, exposições que frequenta, ou simplesmente através de material didático como livros e revistas, vão aos poucos adquirindo tambem consciencia sobre formas diferentes de trabalhar suas plantas visando finalizá-las como um bonsai completo.

Nessa linha, o bonsaista acaba por descobrir que, ao expor um trabalho seu, pode ampliar a mostra, adicionando componentes que realcem e abrilhantem ainda mais seu trabalho, como uma mesa para colocar sob o vaso, uma tabua ou pedaço de madeira com a mesma finalidade, pedras exóticas, com formatos variados, que hoje sabemos definir como sendo SUISEKI.

Na sequencia dessas descobertas, dessas novidades complementares, temos então plantas de acento, que são definidas por seus nomes japoneses: KUSAMONO ou SHITAKUSA. A diferença entre uma e outra é uma linha bem tenue, que por vezes confunde mais que explica. O primeiro faz uma referencia a plantinhas maiores e o segundo a menores, como gramineas e similares.

Kusamono , Shitakusa e Kokedama

Cada um destes nomes refere-se a um estilo de arte contemplativa japonesa envolvendo a elaboração de layouts com plantas terrestres, sendo que a mais conhecida atualmente, pelo menos entre os  bonsaistas é exatamente o estilo Kusamono e Shitakusa.
Antes de tudo precisamos estabelecer uma característica tão simples quanto básica referente a temporalidade destes arranjos. Todos estes  tres estilos são elaborados com elementos vivos, que irão crescer, desenvolver-se e mudar conforme o tempo, eles tem portanto duração indeterminada e não breve. Outros estilos existem para os arranjos não vivos e de existência mais breve, como os famosos arranjos Ikebana ou ainda o Suiseki que se trata da apreciação de rochas, que podem ter muitas formas e evocar semelhanças a pessoas, animais, objetos, plantas, paisagens ou mesmo simples abstrações, mas que trazem consigo algum valor estético, 

Kusamono ou Shitakusa
Kusamono
Kusanomo são arranjos que primitivamente eram elaborados como acompanhamento para exibições de Bonsai no estilo clássico (Tokonoma), de pinturas, poemas (Haiku), Suiseki, etc. Estes pequenos arranjos funcionavam como auxiliares, portando eram criados de forma a complementar um conjunto, sem sobrepor o assunto primário, ou até aludir a origem da peça principal, por exmeplo de onde veio o Suiseki ou Bonsai ou qual a inspiração para o Haiku. Sua composição usa vasos para Bonsai ou bandejas próprias chamadas Suiban e sua beleza está na simplicidade. Com o passar do tempo o Kusamono passou a ter sua estética apreciada separadamente e ganhou vida própria na forma de belos arranjos vivos com feições naturais, recebe o nome de Shitakusa. Um bom Kusamono não é algo estático, ele cresce e muda conforme o passar do tempo. Na foto acima note que o pequeno Kusamono contrapõem e equilibra a visualização do imponente bonsai.

Kokedama
Kokedama
O Kokedama era considerado o Bonsai dos pobres, visto que os Bonsai propriamente ditos eram reservados as elites Japonsesas com poder aquisitivo para isso. O grande diferencial do Kokedama é sua simplicidade em termos de elaboração/manutenção e principalmente o seu substrato em forma de bola coberto de musgo verdejante, efeito que é conseguido com a utilização de musgo para compor um torrão redondo onde as plantas serão fixadas, geralmente é mais elaborado que o Kusamono, pois é primariamente uma peça individual, portanto não há preocupação com o fato de sua elaboração poder ser bem mais cuidadosa. Pode ser exibido em qualquer tipo de recipiente, dos clássicos aos moderno recipientes que qualquer um tem casa. Assim como o Kusamono o Kokedama é muito popular no Japão e se espalhou pelo mundo por sua beleza simples.

Plantas de Acompanhamento

O que são plantas de acompanhamento e qual e o seu papel?
As plantas de acompanhamento ou Kusamono em Japonês, estão associadas aos bonsai
desde que estes estejam expostos.
São composições vegetais destinadas a acompanhar e dar valor aos bonsai nas
exposições.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como expor um bonsai

O crescente número de clubes, associações, exposições e concursos de bonsai que estão aparecendo no Brasil, fruto de um crescimento fantástico de apaixonados pela arte, nos fazem vislumbrar um futuro muito breve de sucesso. Com isso alguns temas devem ser aprimorados, para que a qualidade não seja esquecida. As apresentações nas exposições devem melhorar de qualidade, nos aproximando cada vez mais dos países com maior desenvolvimento no bonsai.
A saúde do Bonsai é muito importante, este deve estar sem doenças e com vigor, coloração saudável, folhagem brilhante e densa. Devemos limpar as folhas que estão com pó e sujeira com um pano umedecido com água. A madeira morta perfeitamente limpa e branqueada, com ausência de focos de podridão na madeira. A planta deve estar bem podada e pinçada, com os níveis entre os galhos bem definidos. Os galhos principais não poderão estar aramados (os três primeiros galhos). Em caso de necessidade, poderão apresentar tensores, desde que discretos. Arames podem ser aceitos nos galhos secundários e terciários. Dê preferência aos arames opacos e mais discretos, que não chamam a atenção visual do observador.
A relação árvore-vaso deve estar correta. Não podemos nos esquecer que vasos pintados e de cores vivas são para árvores de flor e fruto. Os vasos sem pintura, de tons escuros e neutros, são para coníferas em geral. As árvores retas devem estar em vasos retangulares, e as árvores com tronco sinuoso em vasos ovais ou redondos. A correta posição da árvore no vaso não pode ser esquecida. A frente do vaso deve estar virada para o observador. Portanto é importante observar se a frente da planta está de acordo com a frente do vaso. Cada tipo de vaso tem uma frente que se leva em conta ao colocar a planta (veja exemplos abaixo).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como Medir Um Bonsai

É sabido que o bonsai também possui uma classificação segundo o tamanho (altura) e, por conseguinte, é importante sabermos como medi-los corretamente, especialmente se tivermos a pretensão de participar de algum concurso.
A título de ilustração, transcrevo uma dessas classificações e, para não causar polêmicas, ressalvo que trata-se apenas de um modelo  seguido por algumas Escolas. Cabe às Federações e/ou Entidades representativas de cada país ou região a decisão de seguir padrões existentes ou estabelecer seus próprios padrões.
Até 2,5cm (1”) => Keshi Tsubu ( Miniatura de bonsai)
De 2,5 a 7,5 cm (1″ a 3”) => Shito Bonsai (Muito Pequeno)
De 7,5 a 15 cm (3″ a 6″) => Mame Bonsai (Mini)
De 15 a 25 cm (6″- 10″) => Shohin Bonsai (Pequeno)
De 25 a 40cm (10″ a 16″) => Kifu Bonsai (Médio)
De 40 a 60 cm (16″ a 24″) => Chu Bonsai (Meio-Grande)
De 60 a 100 cm (24″a 40″) => Dai Bonsai (Grande)
Acima de 100 cm (>40”) => Bonju (Bonsai de Jardim)
Meu objetivo neste post não é mostrar qual padrão deveremos seguir, mas simplesmente ilustrar como são efetuadas essas medidas:
Normalmente, a altura da árvore corresponde à medida entre a borda do vaso e o ápice…




















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http://sergivaldo.projetobonsai.com/2009/09/21/como-medir-um-bonsai/#more-119

Produção de Musgo

Saiba como ter sempre a mão o nosso querido musgo, aquele verdinho muitas vezes  importante para se manter a umidade no substrato de nossos Bonsai,
Primeiro vamos pensar na origem disso tudo. Quando vemos uma árvore na natureza (e eu digo natureza mesmo, não na cidade), como é o local onde ela está? Geralmente com grama ao seu redor, certo? Ou alguma vegetação rasteira,  mas quase nunca a árvore está lá, só na terra, sem nada ao seu redor… Ela faz parte de um ambiente, e interage com o mesmo, exercendo algumas funções como por exemplo fornecer sombra para vegetações que não gostam de sol. Seu tronco raramente está limpo, pode possuir fungos, musgo, o que for mais propício para aquele ambiente, acaba crescendo por ali. Ora, uma árvore adulta não vai morrer por causa de um fungo aqui ou outro ali, mas no caso de surgirem por ali plantas parasitas (que “roubam” o alimento da árvore), a proliferação dessas plantas pode “sufocar” a árvore, fazendo com que ela se torne apenas um tronco, apenas uma fonte de alimento, mas esse é outro assunto, vamos voltar ao musgo.

A idéia de se colocar musgo no bonsai e justamente para isso… “Compor a cena“, considerando que o musgo também leva tempo para nascer e crescer, colocá-lo no bonsai pode dar uma aparência de mais idade à sua planta, desde que seja bem utilizado. Abaixo vemos uma pedra completamente coberta por musgo, e com diversas plantas fazendo a composição da paisagem.